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Quando estamos no espaço interior a partir do qual sentimos gratidão, estamos como se fosse no olho de um furacão. Há muito movimento, causado pela mente, pelo ego e pelas sombras, pelas ilusões deste mundo. Há o movimento de nossa própria vida encarnados na matéria, que ruge qual a mitológico monstro devorador, o grande furacão da inconsciência coletiva, também chamada Maya, o véu das ilusões.

Ainda assim, em meio ao medo, em meio à incerteza ou em meio à dor, podemos conscientemente nos sintonizar com a gratidão, agradecendo os aprendizados do passado e do presente, e desenvolvendo confiança de que nos próximos passos a vida nos trará novos caminhos, afinal de contas tudo é mutação.

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A vida é rio que corre sempre em frente, então podemos expressar gratidão e fluir junto com o rio, observando sua passagem. As águas do rio não podem ficar presas àquela bela montanha ou àquelas belas pradarias que ficaram no passado, que ficaram para trás. Às vezes, as águas do rio devem ser levadas às regiões áridas, representação daquilo que habita em nosso interior e não queremos enxergar. De qualquer forma, elas devem permanecer correndo no fluxo da vida, para desaguar no oceano e cumprir sua meta, culminando assim na autorrealização, no cumprimento de seu propósito mais profundo.

A meta da vida é o aprendizado constante, através do desenvolvimento da consciência até que culminemos com nossa entrada consciente de volta ao nosso SER interior, o que representa a salvação ou a iluminação, como mergulho de dissolução num Oceano de Amor que já está em nós, mas que ainda não conseguimos perceber. A gratidão, a compaixão e o amor são o caminho dos sentimentos nobres que nos sintonizam com o fluxo da Vida, e é a amorosidade de nosso ser essencial um caminho como bálsamo salutar que nos facilita o retorno ao verdadeiro SER, a ser aquilo que nós verdadeiramente somos.

Autor – Pedro Possidonio.
Psicólogo, Coach e Terapeuta.
Disponível em: Realização Humana