empatia

De acordo com o dicionário online Dicio, o sinônimo de empatia é simpatia, afeição, afinidade, identidade. Algumas definições também dizem que é a capacidade de se colocar no lugar do outro, sentir e agir como ele agiria. De uma forma simplista, empatia é a capacidade de se conectar com as pessoas e experimentar os mesmos sentimentos.

Estudos mostram que a empatia é uma das características mais fortes de quem desenvolve um alto nível de inteligência emocional, pois a pessoa que tem essa habilidade consegue dar mais tempo entre o sentir e o agir, pensando nos sentimentos alheios.

Certo, concordo com tudo isso, o problema são as confusões que nós fazemos quando queremos impor nosso modo de sentir e agir para o outro, sem levar em consideração seu perfil, seu momento, sua realidade e suas crenças.

Gosto muito do neurocientista Pedro Calabrez, e em uma de suas palestras ele aplicou uma dinâmica e pediu para que as pessoas dessem as mãos, depois pediu para que elas dissessem se estavam sentindo a mão da pessoa ao lado, prontamente todos disseram sim. Mas ele rapidamente disse: Não! Vocês não estão estão sentindo a mão do colega ao lado, vocês estão sentindo a mão de vocês em contato com a mão do outro. Você jamais pode sentir o que o outro sente, apenas ele pode!

Através dessa dinâmica concluí que o que dói no outro, muitas vezes não dói em mim, mas mesmo que para mim pareça muito pequeno para sentir, não devo menosprezar, mas sim ouvir, entender e apoiar. Isso é empatia.

Quantas vezes menosprezamos a dor do outro? Dizemos que “não é nada”, que “não é para tanto”. Ou ainda dizemos, “Não sei por que você está tão triste, você tem tudo o que precisa para ser feliz”. E dessa forma pegamos nossas experiências e vivências e projetamos nos outros, e nem imaginamos o quanto isso é errado.

Toda pessoa tem seu conjunto de crenças e valores, e são eles que regem nossas vidas, e isso é muito particular, muito único. Por isso é tão difícil praticar empatia.

A partir de hoje te convido a praticar empatia, a ouvir e entender ao invés de simplesmente julgar o que o outro deve ou não sentir. Esse é um exercício interessante para quem quer desenvolver inteligência emocional.

Sempre que alguém fizer algo contra você, tente imaginar seu meio, suas razões, seus motivos antes de agir, ou sempre que alguém te contar um problema ou uma situação difícil, não se limite a dar conselhos, mas ouça com empatia, sempre lembrando que não tem condições de sentir o que o outro sente, apenas ouvir e entender.

Autora: Gisele
Fonte: O Progresso

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