O nascimento, disseminação e como passou a ser comercializada

Guia Astrológico

Falamos muito sobre signos aqui, mas nunca explicamos como ele nasceu e foi desenvolvido desde os primórdios da humanidade. A história da astrologia é mais antiga do que você imagina, então vamos te explicar como tudo aconteceu e como chegamos até aqui!

História da astrologia

Os primeiros indícios físicos da existência da Astrologia foram encontrados na Babilônia, por volta de 4.000 anos a.C. (antes de Cristo). Pequenas tábuas com símbolos astrológicos revelaram que os estudiosos da época já conseguiam efetuar complicados cálculos para prever eclipses e saber em que períodos os planetas estariam retrógrados.

No entanto, o interesse pelo que acontece no céu é bem mais antigo. Desde 15.000 anos a.C., o homem já observava o sol e a lua. Na Caldeia, os astrônomos fizeram uma divisão imaginária do céu em 3 faixas e perceberam que o Sol e a Lua cruzavam sempre as mesmas constelações na faixa do meio. Surgia, então, a primeira noção de Zodíaco. Quando a Mesopotâmia foi invadida pelos povos do norte, a influência dos planetas começou a ser estudada, surgindo assim a primeira Astrologia.

sol e a lua eram os astros principais e serviam de guia para os trabalhadores, como os agricultores. A Astrologia era usada em função do Estado e da comunidade.

A disseminação

Por volta de 640 a.C., um sacerdote caldeu chamado Beroso mudou-se para a Grécia e divulgou os seus conhecimentos de Astrologia, fundando uma escola para ensiná-la. A partir daí, a Astrologia se disseminou pela Grécia e foi Aristóteles quem fez a comparação entre os quatro elementos (FogoTerraAr e Água) e o comportamento das pessoas.

Os gregos também determinaram o signo ascendente, baseado no horário de nascimento da pessoa, e o chamaram de Horóscopo. Essa palavra significa “observo aquele que surge”.

A comercialização

Foi também na Grécia que se iniciou a comercialização da Astrologia, utilizando-a para atender cada indivíduo, e não mais o Estado ou a comunidade. A partir daí, ela foi se tornando mais popular no mundo todo.

Em Roma, os cidadãos consultavam a Astrologia antes de decidir cada um de seus passos e alguns líderes passaram a utilizá-la para fins ilícitos. O imperador Tibério, por exemplo, estudava o mapa astral de pessoas importantes, tentando descobrir quem teria condições de substituí-lo, e mandava matá-las em seguida.

Novas contribuições

Os árabes foram responsáveis por se especializarem nas previsões astrológicas. Albumaza, famoso astrólogo de Bagdá, disse em 80 d.C. (depois de Cristo) que o mundo começou quando os planetas estavam alinhados em Áries e que terminaria em um alinhamento em Peixes.

No Egito, os decanatos, a divisão dos signos em três partes iguais, ganharam força. Já na Espanha, a Astrologia chegou por meio dos árabes, mas era muito confusa, pois misturava várias tradições. Ela estava ligada a cerimônias mágicas, deixando de ser basicamente matemática para se tornar uma espécie de adivinhação, o que prejudicou sua credibilidade científica.

A sobrevivência 

Por volta do século XVII, a Astrologia foi separada da Astronomia, entrando em declínio, e só voltou a se reerguer a partir do século XIX, com estudos e publicações sobre o assunto.

Hoje, os astrólogos defendem que a Astrologia pode ser uma ciência por se tratar de um conhecimento organizado: ela se baseia em estatísticas. Afinal, assim como um cientista observa um fato, formula hipóteses e faz testes que as confirmem, a Astrologia vem observando ao longo de gerações que, quando há o contato de certos planetas, ocorrem determinados acontecimentos e que, quando certos signos estão em evidência, as pessoas nascidas nesse período adquirem características específicas. São as evidências astrológicas que têm fundamento e merecem respeito.

Fonte: João Bidu
Autor: Giovanna Morrone 

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