inteligência emocional

As emoções podem auxiliar o raciocínio, principalmente quando se trata de questões pessoais e sociais que envolvem o risco e conflito. Porém, por outro lado, comoções emocionais podem interferir na tomada de decisões. Por isso é tão importante que haja o equilíbrio entre as emoções. Essa é a premissa da inteligência emocional (IE), que pode ser entendida como a capacidade para perceber as próprias emoções e reagir a elas de modo a manter ou promover uma relação harmoniosa.

Segundo a professora da Unisul, a psicóloga Rosa Cristina, as pessoas querem controlar as suas emoções. “Mas controle nem sempre é o termo mais adequado, pois controle está relacionado a ter domínio, ter poder sobre, o que remete a uma relação de força. Assim, se é algo que precisa ser forçosamente mantido sob controle, uma hora pode escapar”. A professora defende que o termo “equilíbrio” seja o termo mais adequado para traduzir a harmonia entre a razão e a emoção, que não são opostas, mas que se influenciam.

IE no ambiente de trabalho

Desenvolver inteligência emocional é importante não apenas para as relações íntimas, mas também para todas as relações cotidianas, como as profissionais. Rosa Cristina defende que ter competência emocional é tão importante quanto o domínio técnico do trabalho. “As emoções têm um papel importante e podem ser determinantes para a criação de um ambiente de trabalho saudável. Gestores emocionalmente competentes têm mais sucesso na relação com os colaboradores e obtenção de resultados”, enfatiza.

Além disso, a IE também traz benefícios para os próprios colaboradores. “Quem desenvolve inteligência emocional consegue, no trabalho, lidar melhor com os desafios de um ambiente desfavorável, reconhecer como suas emoções afetam sua saúde e tomar decisões a respeito”, complementa a professora do curso de Psicologia da Unisul.

Como desenvolver IE

O autoconhecimento é a palavra chave para desenvolver a inteligência emocional. Exercitar a capacidade de pensar e sentir também contribui para isso. “Reconhecer nossas emoções e como elas nos fazem sentir é o primeiro passo. Compreender ao que estão relacionadas e porque nos fazem (re)agir é o segundo. Então, a partir disso, vamos desenvolvendo as demais habilidades de modo que possamos nos sentir bem conosco e promover boas relações”, explica.

As 5 habilidades mais presentes

Segundo Daniel Goleman, estudioso na área, a inteligência emocional exige um conjunto de cinco habilidades. A professora Rosa Cristina discorre sobre elas:

  • Autoconsciência: “Reconhecer quais emoções são mais presentes em sua vida e quais situações mais as mobilizam. Ou seja, precisamos desenvolver a autoconsciência por meio do autoconhecimento”.
  • Automotivação: “É a capacidade de lidar com emoções em relação a um objetivo ou meta pessoal/profissional, mantendo-se motivado durante o percurso. Na ausência dessa habilidade, há a dificuldade em chegar a um objetivo, gerando dúvidas, desesperança e até mesmo desistências”.
  • Autocontrole: “É a habilidade de lidar com os próprios sentimentos, pensamentos, comportamentos e impulsos, adequando-os a cada situação. Essa habilidade se relaciona com a consciência das emoções negativas e positivas. Na ausência dessa habilidade, reflete-se a dificuldade de reconhecimento e identificação de sentimentos e, consequentemente, pode implicar em reações emocionais inadequadas a situação enfrentada”.
  • Empatia: “É caracterizada como a capacidade de reconhecer as emoções de outras pessoas. É permitindo o (re)conhecimento das necessidades e desejos dos outros que se torna possível a construção de relacionamentos saudáveis. As pessoas que desenvolvem essa habilidade têm facilidade para identificar problemas, desejos, motivos e interesses dos outros”.
  • Sociabilidade: “A habilidade de interação com outras pessoas utilizando competências sociais para criar e manter relações”.

Fonte: UnisulHoje

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